Os caminhos de Renan para tentar incriminar Bolsonaro

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Foto: Agência Senado.

Embora a CPI da COVID esteja apenas começando, a conclusão do relatório final já é de conhecimento de todos. A CPI foi planejada e imposta ao Senado Federal para incriminar o Presidente Jair Bolsonaro por algum motivo que ainda não se sabe qual será. E é apenas este motivo que ainda falta ser decidido. A culpa de Bolsonaro já está decidida pelo relator, pelo presidente e pelo vice da comissão. Resta saber como fundamentá-la.

Renan Calheiros aposta inicialmente em dois caminhos para encontrar algo que incrimine Bolsonaro: uma possível adoção da cloroquina como meio terapêutico para a COVID-19 ou a uma suposta busca da imunidade de rebanho pelas políticas públicas.

Os adversários de Bolsonaro têm dado pistas da intenção de construir essa narrativa. O ex-deputado federal Fernando Gabeira é um dos que geralmente entregam o caminho que a oposição pretende seguir para enfraquecer e derrubar o presidente.

Em sua coluna desta segunda-feira (10/05), Gabeira aborda a ideia de que Bolsonaro é adepto da teoria “imunidade de rebanho” como certeza absoluta.

O jornal Estado de S. Paulo também tem insistido nessa tese de que o governo buscou a imunidade de rebanho como caminho para a pandemia de COVID-19.

Inicialmente, a espinha dorsal do relatório de Renan Calheiros deverá ser o depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Calheiros não disfarçou a alegria e o entusiasmo com o depoimento de Mandetta, que mostrou grande entrosamento com o senador.

O entusiasmo com Mandetta foi diretamente proporcional à raiva de Renan com os depoimentos do ex-ministro Nelson Teich e, sobretudo, do atual, Marcelo Queiroga. Em alguns momentos do depoimento deste último, Renan não conseguiu disfarçar a raiva e parecia determinado a fazer com que Queiroga respondesse o que ele queria ouvir.

A tarefa do relator não será fácil, entretanto. Atribuir culpa ao presidente por uma doença que matou muito em todos os países do mundo não parece razoável para a maioria da sociedade que está completamente alheia a esta CPI, cuja credibilidade só existe entre os mais viscerais opositores de Jair Bolsonaro.

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