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BC reduz taxa de juros na última reunião do ano

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Na última reunião de 2023, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (13/12) uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros da economia brasileira. Dessa forma, a Selic fecha 2023 com percentual de 11,75% ao ano. O BC é presidido por Roberto Campos Neto (foto) indicado ao cargo por Jair Bolsonaro.

Essa foi a quarta redução dos juros desde agosto, quando o Copom interrompeu o ciclo de aperto monetário e baixou a Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. A taxa caiu para 12,75% em setembro e depois para 12,25% em novembro.

A reunião marcou também a presença dos dois novos integrantes indicados pelo governo: Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária, e Ailton Aquino, diretor de Fiscalização.

Essa redução da Selic para 11,75% ao ano representa o menor patamar desde março de 2022.

Antes de chegar a 13,75% ao ano, o Copom elevou a Selic 12 vezes consecutivas a partir de março de 2021, em meio ao aumento dos preços de alimentos, energia e combustíveis causados pela pandemia.

REDUÇÃO JÁ ERA ESPERADA

O mercado já esperava essa nova redução de 0,5 ponto percentual, levando a Selic para 12,25% ao ano. O próprio Copom indicou em comunicados anteriores que seguiria esse caminho de cortes, devido à desaceleração consistente da inflação nos últimos meses.

De acordo com o Copom, o cenário atual demanda cautela por parte de países emergentes, uma vez que o ambiente externo mostra-se menos adverso. Além disso, os bancos centrais das principais economias estão determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas.

O colegiado também afirmou que os indicadores de atividade econômica estão em linha com a desaceleração antecipada pelo Copom. A inflação ao consumidor segue em trajetória de desinflação, principalmente nas medidas de inflação subjacente, que se aproximam da meta para a inflação.

O Copom reafirma a importância da execução das metas fiscais para a ancoragem das expectativas de inflação e reforça a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação, mas também a ancoragem das expectativas em torno das metas.

A taxa básica de juros, conhecida como Selic, é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta os juros, busca conter a demanda aquecida e encarecer o crédito, estimulando a poupança. Contudo, a redução da Selic tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo.

INFLAÇÃO

Em novembro, a inflação medida pelo IPCA ficou em 0,28%, ligeiramente abaixo das projeções do mercado. No acumulado de 12 meses até novembro, a inflação no país foi de 4,68%. A meta de inflação para este ano é de 3,25%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

De acordo com o último Relatório Focus divulgado pelo BC, a inflação no Brasil deve encerrar 2023 em 4,51%, abaixo do teto da meta para este ano. Ademais, a expectativa é que a taxa básica de juros feche o próximo ano em 9,25%.

REUNIÕES DO COPOM

O Copom se reúne a cada 45 dias para avaliar a economia brasileira e definir a Selic. No primeiro dia de reuniões, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia no Brasil e no mundo. No segundo dia, os membros do comitê definem a taxa Selic.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 30 e 31 de janeiro de 2024.

CALENDÁRIO 2024 DAS REUNIÕES DO COPOM

30 e 31 de janeiro
19 e 20 de março
7 e 8 de maio
18 e 19 de junho
30 e 31 de julho
17 e 18 de setembro
5 e 6 de novembro
10 e 11 de dezembro

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