Um partido dividido sobre a filiação de Bolsonaro

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Foto: EBC.

A novela da filiação do presidente Bolsonaro a um novo partido continua sem um final feliz. Prevista inicialmente para março, remarcada para abril e maio e agora adiada para junho, a escolha da nova casa de Bolsonaro ganha mais uma possibilidade.

Até março a ida de Bolsonaro para o antigo PMB, agora Brasil 35, parecia sacramentada. A morte de Levy Fidelix colocou o seu PRTB entre as opções por algumas semanas, mas essa alternativa esfriou e uma antiga possibilidade voltou a ser considerada.

Adilson Barroso, presidente do Patriotas (51) tem intensificado as articulações para trocar integrantes do diretório nacional e, assim, formar uma maioria que aceite a filiação do grupo do presidente nos termos exigidos por Bolsonaro.

O partido está rachado sobre o assunto e não é de hoje. Barroso e o vice-presidente, Ovasco Resende — que se opõe à filiação de Bolsonaro —, são inimigos.

As mudanças poderão ser efetivadas na próxima segunda-feira (31/05), contra a resistência do grupo de Ovasco. O vice acusa Barroso de irregularidades e ameaça judicializar a situação.

Adilson Barroso está conduzindo as trocas no comando da sigla. E, para isso, ele conta com o apoio da prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim.

Em 2017, Bolsonaro chegou a assinar a ficha de filiação ao Patriota, mas depois acabou indo pro PSL, partido em que foi eleito presidente do Brasil.

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