Por reeleição Rogerio Lisboa promete reabrir o Hospital de Iguaçu no ano que vem

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Funcionários fazem limpeza na calçada do antigo hospital. Foto: Divulgação/PCNI.

Preocupado em criar uma série de expectativas no eleitorado, Rogerio Lisboa decidiu movimentar alguns setores da vida iguaçuana que permaneceram parados durante todo seu mandato. Além da promessa de intervenção no sítio histórico de Iguaçu Velho e na Fazenda S. Bernardino, a promessa da vez é a reabertura do Hospital de Iguaçu.

Fechado no governo Lindbergh Farias, do qual o atual prefeito fez parte e foi secretário de Obras, o Hospital de Iguaçu está abandonado há mais de dez anos. Nem a pandemia do novo coronavírus e todo o investimento federal nos municípios e no estado para combater a COVID-19 foram suficientes para que a Prefeitura interviesse no antigo Iguaçu.

O escândalo da não-entrega do Hospital de Campanha do Aeroclube, no qual a Prefeitura investiu uma fortuna em serviços de terraplanagem, acendeu a luz vermelha no entorno do Prefeito.

A oportunidade perdida de investir no Iguaçu o que foi desperdiçado no Hospital de Campanha já vinha sendo denunciada por alguns pré-candidatos à Câmara Municipal.

Essa preocupação do uso eleitoral por adversários levou o Prefeito a mandar fazer uma limpeza na calçada do Hospital de Iguaçu e prometer a reabertura para o ano que vem, quando nem se sabe se ele será mais o prefeito, deixando a população refém da promessa, sentindo-se obrigada a votar na sua reeleição.

Uma das dezenas de promessas não cumpridas na campanha eleitoral de 2016. Imagem: Divulgação/Facebook Rogério Lisboa.

Porém, a experiência eleitoral de 2016 dá aos iguaçuanos a ideia do que esperar de mais essa promessa. Na campanha em que foi eleito prefeito, Rogerio prometeu a redução pela metade da taxa de iluminação pública, prometeu que toda a frota municipal de ônibus teria ar condicionado, que terminaria o viaduto de Comendador Soares, que construiria um centro de convenções, que criaria nove policlínicas 24 horas, que todas as escolas teriam bibliotecas e salas de leitura, que daria suporte aos produtores rurais e lhes compraria 30% da produção para consumo nas escolas, dentre tantas outras que não foram cumpridas.

Escaldado pela experiência, o eleitor iguaçuano já deve imaginar o que esperar de mais essa promessa sobre o saudoso Hospital de Iguaçu.

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