Para compreender o 31 de março sem paixões

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Foto: Reprodução da Internet.

Revolução, golpe, contrarrevolução, renúncia ou abandono do cargo. Apoteose, apocalipse, glória ou tragédia. A trajetória histórica iniciada no dia 31 de março de 1964 suscita intepretações praticamente religiosas. Sobretudo de parte daqueles que impuseram uma versão ora hegemônica que, para seus criadores, não pode ser contestada.

Mas a história é composta de fatos que a distância do tempo permite que sejam dissecados com mais tranquilidade e menos desonestidade. Passados mais de cinquenta anos dos idos de março de 1964, uma iniciativa audiovisual propõe uma análise fria do contexto histórico do mais confuso dos séculos e que culminou com a chegada do Marechal Humberto Castelo Branco à Presidência, inaugurando um regime civil militar que durou 21 anos.

Imagem: Divulgação Brasil Paralelo.

A produtora Brasil Paralelo entregou ao país em 2019 uma obra que mais ajuda a refletir do que responde às nossas perguntas sobre esta quadra de nossa história. Essa era a intenção dos seus produtores: estimular um debate que evite o consumo não-crítico do pacote vendido pela historiografia de esquerda no país. Uma historiografia que faz mais política do que ciência histórica.

Vivemos mais um 31 de março em que defensores e inimigos do regime que já acabou há mais de 30 anos ficam disputando nas redes sociais suas versões como se fossem torcidas organizadas. Talvez seja melhor investir o seu tempo assistindo a “1964: o Brasil entre armas e livros“, obra produzida através do financiamento coletivo de brasileiros comuns, sem aportes financeiros de grandes corporações.

Clique aqui e bom documentário.

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