Pacheco, um político movido pelo medo

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Foto: EBC.

Se a política de Minas Gerais sempre se notabilizou pela coragem de seus políticos, desde os inconfidentes, passando por Magalhães Pinto, Rondon Pacheco, Tancredo Neves e até o jovem Nikolas Ferreira, o político mineiro de maior projeção na política nacional atualmente não honra essa tradição.

Em menos de 20 dias, Rodrigo Pacheco se acovardou duas vezes. A primeira diante de um ministro Supremo Tribunal Federal que, descaradamente humilhou o Senado, exigindo a abertura de uma CPI, prerrogativa do Parlamento.

Na ocasião, Pacheco justificou a sua anuência à vergonha imposta à casa que deveria defender afirmando que ordem judicial se cumpre, não se discute.

Mas Pacheco já esqueceu-se do clichê usado na ocasião para justificar a sua fraqueza de permitir fazer com que o Senado da República fosse rebaixado à sua estatura política.

Ontem (26/04), afirmou que não cumprirá decisão judicial de caráter liminar que proibia a nomeação de Renan Calheiros na relatoria da absurda CPI que aceitou abrir por não poder descumprir decisão judicial.

O que orientou as decisões contraditórias de Rodrigo Pacheco nas duas ocasiões foi o medo. Medo do Supremo, medo de Renan. Talvez seja a hora do povo de Minas e do Brasil começar a botar medo (dentro da lei e da ordem) no presidente do Senado. Eis mais uma pauta para as manifestações de 1° de Maio.

Este é o nosso editorial matutino desta terça-feira, 27 de abril.

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