Operação da PF apura supostos crimes em órgãos ambientais

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Sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: EBC.

A Polícia Federal efetuou nesta quarta-feira (19/05) a Operação Akuanduba para apurar supostos crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

Na operação, 160 policiais federais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pará e no Distrito Federal. As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

O STF voltou a usurpar funções de outro Poder, dessa vez do Executivo, e determinou o afastamento de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério do Meio Ambiente.

A operação se baseia em investigações que teriam sido iniciadas em janeiro deste ano a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras que teriam apontado possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira.

O nome da operação, Akuanduba, refere-se a uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. A lenda diz que se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

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