OAB recua sobre deliberação de pedido de impeachment de Bolsonaro

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Foto: OAB.

O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu nesta quinta-feira (15/07) adiar o debate sobre a apresentação de pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A sessão estava marcada para a próxima terça-feira (20/07).

A sessão marcada por Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, foi adiada pelo Conselho Federal. Santa Cruz se filiou recentemente ao PSD, partido da deputada Flordelis e do senador Omar Aziz, embora tenha ligações históricas com o petismo e com Lula.

A decisão de adiar foi estratégica, já que se previa grande derrota sobre a tentativa de Santa Cruz de chancelar um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro através da OAB.

A decisão de adiar foi tomada após o conselheiro Renato Figueira levantar questão de ordem no início da reunião por videoconferência e pedir o adiamento da próxima sessão.

O conselheiro justificou dizendo que, antes de tratar o tema, seria melhor aguardar os resultados da CPI da COVID e do inquérito que foi instaurado pelo Supremo Tribunal Federal para investigar o presidente. Ele também pediu que as seccionais e seus presidentes sejam ouvidos antes que o conselho federal tome uma decisão.

O encontro de hoje seria para debater as novas regras de publicidade para a advocacia. Porém, depois de intenso debate os conselheiros decidiram votar a questão de ordem proposta, antes de retomar a matéria da sessão.

Assim, o pleno adiou, por unanimidade, o debate da possibilidade de pedido de impeachment. A reunião estava marcada para o dia 20/7.

A convocação desta reunião extraordinária adiada do Conselho Federal da Ordem, foi feita pelo presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, no início do mês. Na nota de convocação, Santa Cruz explica que o conselho recebeu uma análise jurídica que aponta para supostos crimes cometidos por Bolsonaro e indica elementos para que a OAB apresente pedido de impeachment por crime de responsabilidade.

O adiamento é uma derrota para Santa Cruz, que luta para ser o candidato de Lula ao Governo do Estado do Rio. O ex-presidiário, porém, deve apoiar Marcelo Freixo, do PSB.

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