Municípios negam aplicação de vacinas vencidas

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A informação sobre vacinas vencidas não é verdadeira, dizem prefeituras. Foto: Reprodução da Internet.

Municípios acusados de aplicar doses vencidas da vacina Oxford/AstraZeneca na população negam a informação divulgada pela Folha de S. Paulo e posteriormente por toda a imprensa.

As prefeituras de Maringá (PR), de Belém (PA), de São Paulo (SP), de Porto Alegre (RS), de Belo Horizonte (MG), de Manaus (AM), do Recife (PE), de São Luís (MA), de Porto Velho (RO), de Juiz de Fora (MG), da Baixada Santista, de Salvador (BA) e as secretarias de saúde do Distrito Federal, de Mato Grosso do Sul, do Ceará, do Amapá, e do Piauí divulgaram notas rebatendo o levantamento do jornal paulistano.

Apenas a pequena cidade de Alagoa Grande (PB) admitiu que há aproximadamente dois meses percebeu o erro, mas informou à secretaria estadual e solicitou o reforço na vacinação dos 72 cidadãos que receberam doses vencidas.

A cidade do Rio de Janeiro informou que vai investigar se aconteceu essa falha, mas não confirmou a informação da Folha.

MINISTÉRIO DA SAÚDE NEGA DISTRIBUIÇÃO DE DOSES VENCIDAS

O Ministério da Saúde se pronunciou sobre o tema informando que todos os lotes são rigorosamente conferidos antes de distribuídos aos estados.

Após entregue aos estados, estes fazem a distribuição interna aos municípios que, por sua vez, fazem as aplicações.

Quem confere o Vacinômetro do Ministério da Saúde, verifica que a diferença entre o número de doses distribuídas pelo Governo Federal é muito superior às doses efetivamente aplicadas, o que revela uma lentidão dos estados na distribuição.

Neste sábado (03/07), das 135 milhões de doses entregues aos estados pelo Governo Bolsonaro, apenas 102 milhões haviam sido distribuídas e aplicadas por estados e municípios, respectivamente.

FOLHA CRIOU BOATO E FATO POLÍTICO

A reportagem da Folha de S. Paulo gerou mais uma narrativa para a oposição ao Governo Federal. Embora não fosse de responsabilidade deste ente federativo a suposta aplicação das doses vencidas, a informação falsa já virou narrativa para a oposição, uma vez que o senso comum ignora como é a distribuição das competências.

Afetada pelo fim da publicidade estatal nos órgãos de imprensa no atual governo, a Folha de S. Paulo é uma das principais forças de oposição ao Governo Bolsonaro.

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