Herança milionária de Agnaldo Timóteo gera briga familiar

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Foto: Divulgação.

Um patrimônio avaliado em cerca de 16 milhões de reais está gerando briga entre familiares do cantor Agnaldo Timóteo, falecido aos 84 anos em abril por complicações da Covid-19. Metade do patrimônio foi deixado para a filha de criação, Keyty Evelyn, de 14 anos. A outra metade foi colocada em testamento como destinada a dois afilhados e a dois irmãos do cantor. Essa divisão, porém, gerou descontentamento e os irmãos de Timóteo querem a anular o ato de última vontade do cantor.

Keyty foi criada por Agnaldo Timóteo desde seus dois anos de idade, porém não houve adoção formal pelo cantor. Ano passado, após ser internado por causa de um AVC, o cantor teria pedido a um advogado para entrar com um processo de adoção. O processo foi aberto em janeiro de 2021, mas não houve tempo hábil para a conclusão.

Paralelamente à adoção, o artista também decidiu fazer um testamento. Através de um vídeo enviado ao advogado Sidney Lobo Pedroso, seu amigo há 45 anos, Timóteo pediu para ele ser o tutor legal de Keyty e também o inventariante de seu espólio.

Dr. Sidney, essas fotos que eu mandei para você, são da minha filha, que eu adoro desde março de 2008, quando a conheci, na porta do meu gabinete, ao lado da mãe, quando eu era vereador em São Paulo. Preciso legalizá-la para que ela seja Keyty Evelyn Timóteo. Ela já tem um documento como minha herdeira, mas quero que ela seja minha filha oficial. Gostaria que você providenciasse tudo. Ela é a razão da minha vida“, disse Agnaldo no vídeo.

Os irmãos de Agnaldo Timóteo questionam, porém, a validade desse testamento. Sua irmã Ruthinete alega que o cantor estava confuso na época do vídeo. Ela apresentou uma declaração médica dizendo que o artista estava desorientado e não respondia pelos seus atos. Ela pretendia ser a inventariante dos bens do irmão, mas esse pedido foi negado na Justiça.

O advogado e amigo de Timóteo, Sidney Lobo Pedroso, deu sua versão: “Como inventariante, só quero que a vontade de Agnaldo seja respeitada, me colocando como tutor da menina, para que eu cuidasse dela até os 18 anos. O primeiro pedido do Agnaldo foi que eu fosse o tutor da Keyty. Tutor voluntário, eu não recebo um centavo para ser tutor dela. Ele me deixou também como inventariante. Ao mesmo tempo, abrimos uma ação de testamento para saber quem são os beneficiados“.

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