A engenharia do golpe contra Bolsonaro

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Foto: EBC.

Desde que Bolsonaro tomou posse em 1º de janeiro de 2019, o golpe contra ele vem sendo operado. A rigor, podemos dizer que até de bem antes disso.

Esse golpe é um processo contínuo, permanente, complexo e levado a cabo por diversos vetores de poder. E dada essa complexidade não é fácil de ser compreendido e visualizado pelo cidadão comum.

Por isso, nós do Nova Iguaçu 24h decidimos trazer um panorama desse quadro para que você consiga entender a engenharia do golpe contra Bolsonaro. E também consiga levar a explicação a mais pessoas comuns sobre esse golpe que está em curso do qual todos nós somos vítimas.

OS ADVERSÁRIOS DE BOLSONARO

O Presidente Bolsonaro tem, basicamente, três tipos de adversários:

1. Aqueles grupos e pessoas que tiveram seus interesses particulares prejudicados;

2. Aqueles que se opõem aos valores e ideias conservadoras;

3. Os incautos que, apesar de beneficiadas por um governo que privilegia o interesse público, sucumbem às narrativas criadas pelos dois tipos anteriores.

Há muitos adversários que se encaixam simultaneamente nos dois primeiros tipos.

O PRINCÍPIO BÁSICO

O ex-deputado federal Fernando Gabeira confessou recentemente em sua coluna no jornal O Globo o princípio básico sobre o qual agem todos esses múltiplos inimigos de Bolsonaro e do país.

Disse Gabeira: “Tudo o que podemos fazer é prosseguir isolando Bolsonaro para derrubá-lo no momento em que for possível, ainda que isso só possa acontecer em 22”.

Eis o plano básico da ação golpista:

1. isolar Bolsonaro;

2. criar uma conjuntura em que exista clima para derrubá-lo ainda durante o mandato;

3. na pior das hipóteses fazer com que Bolsonaro chegue totalmente desgastado em 2022 para vencê-lo na eleição.

ISOLAR BOLSONARO

E o que significa isolar Bolsonaro? Podemos citar algumas táticas para anular a ação político-administrativa do Presidente:

1. Omitir todos os feitos da atual gestão do noticiário e, muitas vezes, noticiar que ele não fez algo de bom que já fez ou que ele fez ou fará algo de ruim que nem fez, nem fará;

2. Criar dificuldades para a economia para atribuir maus resultados ao Governo Federal;

3. Tirar poderes do Executivo federal e, posteriormente, alegar omissão;

4. Acusar Bolsonaro de crimes futuros que ele nunca pretendeu cometer (interferir na PF, autogolpe, etc);

5. Bombardear a sociedade com notícias negativas (e, na maioria das vezes, mentirosas);

6. Transmitir informações falsas aos órgãos de imprensa internacionais e repercutir no Brasil o noticiário negativo sobre o país que eles mesmos plantaram por lá;

7. Promover um consórcio entre a oposição política e membros do STF para anular atos de gestão e decretos da Presidência da República;

8. Criar armadilhas fiscais para que o Presidente incorra em crime de responsabilidade;

9. Criar narrativas desproporcionais ou absolutamente mentirosas e dar a elas um verniz de verdade absoluta, carimbando Bolsonaro, por exemplo, de anti-vacina, de destruidor da Amazônia, de genocida ou de miliciano, apesar da realidade e de provas incontestáveis provarem que nada disso é verdade;

10. Sabotar políticas públicas do governo desde dentro dos próprios órgãos de governo ocupados por servidores públicos militantes;

11. Cooptar aliados de Bolsonaro convertendo-os em inimigos viscerais do presidente para ampliar o desgaste político;

12. Usar membros do STF para intervir no Executivo e no Legislativo para inviabilizar o mandato de Bolsonaro.

ALTERNATIVA 1 – DERRUBAR BOLSONARO DURANTE O MANDATO

As tentativas de derrubar Bolsonaro durante o mandato sempre dependeram – e ainda dependem – do clima político para a ação.

A forma como ele seria derrubado nunca importou. Já foram protocolados mais de uma centena de pedidos de impeachment e até um pedido de afastamento no TCU. Não há dúvidas de que há quem se dispusesse até a recorrer ao assassinato para tirá-lo da cadeira.

Apesar das medidas “para isolar” Bolsonaro terem sido incessantemente usadas desde o início do mandato uma pandemia que já dura 13 meses colabore para aumentar os danos, a base popular de Bolsonaro continua girando em torno de um terço da população. E esse diagnóstico vem até mesmo das pesquisas encomendadas pelos próprios inimigos do Presidente.

Apesar de todos os ataques e da artilharia pesada contra Bolsonaro, o “momento em que for possível” (derrubá-lo) ao qual Gabeira se referiu na sua confissão nunca chegou.

A resiliência de Jair Bolsonaro é grande e há uma considerável parte da sociedade disposta a lutar por ele.

ALTERNATIVA 2 – DERRUBAR BOLSONARO NAS URNAS

A parte final da confissão de Gabeira prevê ainda a possibilidade do golpe não prosperar durante o mandato quando diz “ainda que isso só possa acontecer em 22”.

Este trecho da confissão deposita grande esperança (ou mesmo uma certeza) de que em 2022 a queda de Bolsonaro será inevitável.

Neste ponto Gabeira pode ter razão. As urnas eletrônicas não-auditáveis e um processo eleitoral que será comandado por um dos inimigos de Bolsonaro – Alexandre de Moraes – que sucederá outro inimigo do presidente na Presidência do TSE – Luís Roberto Barroso – podem garantir para o establishment a vitória sobre Jair Bolsonaro e o retorno das mamatas e do patrimonialismo descarado que sempre nos acompanhou.

QUEM VENCERÁ?

A história nos dá incontáveis provas de que a vitória política depende da persistência. Em um momento de fraqueza do adversário pode vir o golpe fatal. Nesta luta do establishment contra o povo, os inimigos do país levam algumas vantagens, como a organização, o poder econômico de que dispõem para a essa guerra e, sobretudo, o poder político usurpado e exercido pelos membros do STF.

A vantagem do povo é numérica. Mas a maior parte da sociedade não tem consciência da guerra que está ocorrendo. Ou, se a percebe não tem a compreensão exata dos detalhes. Reage apenas aos estímulos das informações superficiais que chegam de forma caótica ao seu conhecimento. E, pior: não consegue transmitir o que percebe.

O Nova Iguaçu 24h espera estar contribuindo com esta matéria para o esclarecimento básico da sociedade brasileira sobre o cenário atual da vida brasileira e a macabra engenharia do golpe contra Bolsonaro.

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